O fantástico mundo dos mosquetões

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O fantástico mundo dos mosquetões

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Assim como eu, um dia você deve ter se perguntado: porquê existem tantos modelos de mosquetões? Ou seja: “D” simétrico, “D” assimétrico, oval, aço, alumínio etc .., bem, vamos dar uma olhada um pouco mais a fundo no “fantástico mundo dos mosquetões”.

Primeiramente, assista este vídeo e veja como são fabricados (o vídeo mostra modelos esportivos sem trava):

 

Agora, vamos conhecer melhor cada parte dele:

Partes de um mosquetão

Partes de um mosquetão

 

E a matéria prima? São fabricados em aço, alumínio ou inox.

 

       Mosquetão em aço: devido a sua característica de maior durabilidade e maior resistência a produtos químicos e intempéries (se comparado ao alumínio), é a melhor opção para trabalhos em ambientes hostis, como fábricas, resgate urbano e industrial, etc. Não confunda DURABILIDADE com CARGA DE RUPTURA, pois existem mosquetões em aço com carga de ruptura menor do que mosquetões em alumínio e vice-versa. Apresentam dois pontos negativos: peso (pesam em média 3 vezes a mais se comparados aos de alumínio) e se entram em contato com água ou ambientes muito úmidos, enferrujam ( o que é facilmente corrigido com uma boa limpeza – falaremos mais sobre isso adiante). No caso do inox, ele não enferruja.

Mosquetões em aço

Esquerda: “D” assimétrico com trava automática; direita: oval com trava de rosca – ambos em aço

 

 

Mosquetão em alumínio: você sabe que não é possível ele ter uma carga de ruptura que pode chegar a 4.500 kg sendo APENAS de alumínio ok… tipo uma embalagem de marmitex. Não é APENAS alumínio, é Zicral (também chamado de duralumínio).

       Vamos detalhar para um melhor entendimento – segundo a Wikipédia a definição para essa liga metálica muito interessante é:

       Zicral –  liga com composição média de 88%Al (Alumínio), 6%Zn (Zinco), 2,5%Mg (Magnésio) e 2%Cu (Cobre), podendo ser adicionados outros elementos em menores proporções. É um material leve e com boa resistência mecânica, sendo mais resistente que o aço para o mesmo peso. Suas aplicações incluem material esportivo, como aros e quadros de bicicletas, bem como material de montanhismo, como mosquetões e acessórios, entre outras”.

não acredita? veja você mesmo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Zicral

 

mosquetões alumínio

esquerda: mosquetão HMS com trava de rosca; direita: mosquetão “pêra” com trava automática – ambos em alumínio

Agora sim! não é só alumínio! Um mosquetão desse material, assim como o aço, oferece vantagens e desvantagens, como por exemplo DURABILIDADE menor que o aço ainda que sua CARGA DE RUPTURA possa ser maior; se estiver submetido a atrito constante com corda, locais inóspitos, substâncias químicas corrosivas (como soda cáustica, por exemplo) ele vai apresentar sinais de desgaste e dependendo do caso perder sua resistência mecânica, porém é muito mais leve que o aço e pode ser molhado ou submetido a locais úmidos que está tudo certo (uma boa limpeza depois será bem vinda, lógico). Eis aí a escolha desse tipo de material pelo pessoal da escalada, montanhismo, cavernas, cachoeiras, ou seja, atividades onde a leveza dos equipamentos é algo relevante.

 

Mosquetão em aço inox: iguais aos de aço, porém estes são para uso exclusivo em situações de contato com agentes químicos que danificariam o aço ou alumínio.

mosquetoes inox

Esquerda: mosquetão “D” assimétrico com trava de rosca; direita: mosquetão “D” assimétrico com trava automática – ambos em inox.

 

 

Mas e aí? como escolher entre um e outro?

 

Geralmente vemos mosquetões em alumínio sendo utilizados quando leveza faz toda a diferença, conforme já falamos; já os de aço quando intempéries estão presentes, aumentando assim sua durabilidade. Vamos para a parte prática agora: equipes de resgate e salvamento, alpinismo industrial e trabalhos em altura optam predominantemente por mosquetões em aço; profissionais de montanha, escalada, alpinismo, espeleologia com todas as técnicas próprias de cada área, possuem em suas grandes mochilas material predominantemente em alumínio. Isso não é uma regra, tanto é que é comum a mescla entre os dois. Segue agora minha opinião pessoal:

        Aço:

      – Uso sempre nas ancoragens, de preferência com trava automática (assim não preciso me preocupar com a possível abertura da trava de rosca, comum devido às vibrações da corda), pois são o ponto do sistema que exige mais “robustez” em qualquer que seja a situação e geralmente onde não ficamos olhando o tempo todo;

      – Quando a corda faz atrito diretamente no mosquetão (quando se usa o Nó Dinâmico), ou quando se improvisa uma polia com o mesmo;

       – Locais com sujeira pesada, tipo areia e terra, possível contato com produtos químicos que reajam com o alumínio (ex: fluído de bateria, soda caustica, etc);

– Trabalhos em altura como pintura, manutenção industrial, etc, onde todas as alternativas acima podem ser encontradas.

 

Alumínio:

– Prefiro esse para uso pessoal, ou seja, tudo que faz parte dos equipamentos que ficam presos em mim, como freios, ascensores, estribos, etc, pois são mais leves e minhas costas agradecem! 🙂 ;

– Ambientes úmidos e molhados, como cachoeiras, cavernas e locais com lama e barro (não enferruja);

– Situações de resgate em locais de difícil acesso, tornando as mochilas mais leves.

 

Vale ressaltar que equipes profissionais de resgate e salvamento (bombeiros) se apoiam na norma NFPA 1983, e sempre utilizavam mosquetõesnde aço com carga de ruptura mínima de 4.000Kg (uso geral); agora temos mosquetões em alumínio que possuem a mesma certificação, por exemplo o modelo Pro-Series da CMC Rescue.

Mosquetão cmc pro series

Mosquetão cmc pro series – fabricado em alumínio, atende norma NFPA 1983

Só pra confirmar, essas aplicações são opiniões pessoais e não existe um padrão formal obrigatório para uso entre um e outro, tanto é que se você só possui mosquetões em alumínio ou só em aço será possível desenvolver as mesmas atividades com um ou outro; o que realmente têm relevância é o tipo de trava e formato, como veremos mais adiante.

Vamos dar uma olhada mais a fundo nas informações impressas na espinha. Abaixo um exemplo (espinha de mosquetão lateralizado):

Espinha do mosquetão

Espinha do mosquetão

 

 

A marcação significa que esse modelo atende as normas CE (Conforme Especificações – União Européia) e EN (European Norms – Normas Europeias).

 

Outras marcações de normas também podem ser encontradas, sendo as mais comuns: NFPA (National Fire Protection Association – Associação Nacional de Proteção à Incêndios) e UIAA (União Internacional de Associações de Alpinismo). Recentemente a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) definiu algumas exigências para uso de mosquetões no Brasil, sendo comum encontrarmos a marcação NBR 15.837.

Existem outras marcações na espinha dos mosquetões, sendo essas as mais importantes, pois indicam a carga de ruptura em 3 diferentes situações: sentido longitudinal ou eixo maior (correto), transversal ou eixo menor (errado) e com gatilho aberto (errado). Observe que mesmo em situações incorretas nos resta uma pequena carga de ruptura, mas não vá muito nessa… o melhor é sempre conferir o fechamento da trava e o posicionamento.

Eixos de força da espinha do mosquetão

Eixos de força da espinha do mosquetão e sua carga de ruptura em kN – kilonewton

A= Sentido longitudinal (uso correto) carga de ruptura de 22kN;

B= Sentido transversal (uso errado) carga de ruptura de 9kN ;

C= Gatilho Aberto (uso errado) carga de ruptura de 6kN.

 

Faltou alguma informação? Sim! o tal do “kN” que aparece indicando a carga de ruptura de cada mosquetão e cada sentido de tração; mas o que é isso?

KiloNewton ou kN é uma grandeza física, ou seja, é igual quilo, gramas, metro, etc. Nesse caso ele indica as cargas de ruptura do equipamento, e é expressado de forma que fique mais “resumido”, por exemplo: para  um mosquetão “D” assimétrico, podemos dizer que ele suporta 3.000 kgf (quilo-gramas-força) ou simplesmente 30 kN – muito mais simples não?! Agora vem a parte mais embaçada, complicada, difícil e cretina: como fazer a conversão entre quiilo-gramas e Kilo-Newtons?

 

1 kN = 101,97 Kgf (kilo grama força) – esse valor é arredondado para 100, facilitando o cálculo;

 

PORTANTO:

Para fazer essa conversão basta multiplicar o valor expresso em kN por 100! Pronto, teremos o valor em Kgf! Simples não?!! Essa regra se aplica a todos os equipamentos da verticalidade que geralmente trazem em suas marcações as devidas cargas de ruptura expressas em kN.

 

 

Tipos de Trava dos Mosquetões

Existem dois tipos de trava:  trava automática (gira e abre) e trava de rosca (a mais comum), conforme figura abaixo:

Tipos de trava mosquetão

esquerda: trava automática; direita: trava de rosca

 

Mosquetões sem trava também podem ser utilizados, desde que devidamente certificados como todos os outros, porém estes se aplicam unicamente a atividades de montanhismo, escalada e espeleologia (atividades esportivas que exigem muito conhecimento por parte de seus praticantes). Atividades de alpinismo industrial, resgate e trabalhos em altura sempre utilizaremos mosquetões com trava. Agora, se a coisa apertar e você tiver só mosquetões sem trava, use-os em posições e travas inversas, evitando sua abertura não esperada, conforme a figura baixo:

mosquetões sem trava invertidos

mosquetões sem trava podem substituir mosquetões com trava, desde posicionados de forma inversa, na posição e no gatilho

 

Tipos de encaixe do gatilho

Existem 3 tipos de encaixe entre o gatilho e o nariz do mosquetão: garra ou “claw”fechadura (também conhecida como key-lock) e pino.

A trava tipo “claw” é mais difícil de ser encontrada atualmente pois era comum em mosquetões mais antigos; a trava tipo “fechadura” ou “keylock” é a mais simples de utilizar, pois seu formato evita o constante enroscar de cordas e acessórios, facilitando absurdamente seu manuseio; a trava tipo “pino” é a mais comum na maioria dos mosquetões, se considerarmos a verticalidade como um todo, ou seja, é a mais presente em equipamentos para uso em trabalhos em altura, resgate e esportes, ainda que seja “um saco” o constante enroscar de seu nariz com os demais acessórios. Abaixo os três tipos, respectivamente:

Tipos de encaixe gatilho mosquetão

Da esquerda para a direita: travas tipo claw, keylock e pino

 

 

Posicionamento e uso correto

A carga de ruptura mínima da maioria dos mosquetões é de 22kN, porém se for POSICIONADO de forma incorreta isso pode cair para miseráveis 6kN. Portanto ter o costume de dar uma olhada sempre em todo o sistema de ancoragem durante o desenvolvimento das atividades pode ser a salvação, visto que é muito comum (devido a trepidações e movimentos cíclicos da corda) os mosquetões ficarem com gatilho aberto ou se virarem, tendo a carga distribuída no sentido transversal, o que significa uma grande possibilidade de sérias injúrias. Abaixo alguns exemplos de uso ERRADO:

posicoes incorretas mosquetão

Posições incorretas de uso do mosquetão

 

 

Em situações onde possa ocorrer distribuição da carga em sentido tri-axial, como na figura abaixo, um conector tipo delta ou meia lua torna-se obrigatório, pois somente eles são projetados para esse uso.

malha rápida tipo delta

Malha rápida tipo delta com carga tri-axial

 

Todas as vezes que o mosquetão for forçado de forma errada, os eixos de atuação das forças podem facilmente produzir uma falha irreversível em sua estrutura ou até mesmo forçar a abertura da trava ou quebra da dobradiça, resultando em graves acidentes. Portanto, fique esperto!

Todos os mosquetões devem ser posicionados de forma que a carga fique distribuída no sentido longitudinal (eixo maior), o mais perto possível de sua espinha, pois é onde ele suporta a maior carga.

 

carga espinha mosquetão

Sentido correto de posição dos mosquetões

 

Vamos nos atentar para alguns detalhes muito úteis para aproveitarmos ao máximo toda a segurança que os mosquetões oferecem:

 

– mosquetões com trava automática: utilizando no sentido longitudinal sem forçar a espinha contra cantos-vivos, tudo ok, sem preocupações.

 

– mosquetões com trava de rosca: esses são “chatinhos” e exigem uma atenção a mais com relação a rosca. Se fecharmos ela até o final, ela ficará travada quando cargas pesadas forem distribuídas no mosquetão, pois ocorre sempre uma “milimétrica” movimentação entre gatilho e nariz (coisa absolutamente normal), por isso a importância do fechamento do gatilho. Para resolver isso, após fechada a rosca, devemos dar um quarto volta no sentido de abertura, criando assim um espaço que impede esse travamento; aí criamos outro problema: se o mosquetão estiver em pé, durante o uso essa rosca abre podendo causar graves acidentes; e agora, o que fazer? Resposta: sempre use o mosquetão de ponta cabeça, com o gatilho voltado para frente e rosca fechada com 1/4 de volta aberto, conforme abaixo:

Mosquetão instalado corretamente

Mosquetão instalado corretamente

 

Dessa forma fica até mais fácil a colocação de equipamentos e cordas; no caso de vibrações e movimentos a rosca não conseguirá girar para cima, mantendo a trava sempre fechada.

 

Agora que conhecemos um pouco melhor nossos amigos mosquetões, vamos ver onde cada um dos modelos e formatos melhor se aplica:

 

Mosquetões “D”

Mosquetão cmc pro series

Mosquetão CMC pro series – todos tipo “D”

Recebem esse nome logicamente pelo formato “D” que possuem. O assimétrico possui um dos lados mais largo que o outro possuindo dessa forma um ângulo maior de abertura; o simétrico possui a base e o topo na mesma medida. Esses devem ser utilizados como primeira opção em sistemas de ancoragem, tirolesas, resgate, ou seja, quando cargas altas são esperadas. Isso se deve ao fato de que nesses modelos a carga é distribuída no eixo da espinha, o que confere a eles uma resistência a ruptura maior se comparado aos modelos ovais, onde a carga é dividida entre os eixos da espinha e do nariz + gatilho, ou seja, se ambos forem submetidos a carga até romperem, os modelos D aguentarão mais tempo até que a base e o topo sofram deformação e abram; nos modelos ovais essa deformação bilateral ocorre quase que de imediato.

Mosquetões HMS e Pêra

mosquetões tipo HMS (esquerda) e tipo "pêra" (direita)

mosquetões tipo HMS (esquerda) e tipo “pêra” (direita)

Assim como nos modelos “D”, recebem o nome de acordo com o formato típico que possuem; são bem parecidos, sendo o da esquerda um “HMS” e o da direita um “pêra”. A sigla HMS significa Half Mastwurf Sicherung, palavra de origem Alemã, que traduzida quer dizer “segurança com nó dinâmico”. A diferença entre ambos é que a espinha do pêra é curva, conferindo a esse uma abertura maior e no HMS a espinha é reta, também com abertura maior se comparado aos “D”. Esses modelos são preferenciais quando se necessita mais espaço para acomodar equipamentos ou quando for utilizado o Nó Dinâmico (também chamado de UIAA) para improvisar um freio, facilitando esse tipo de emprego. Aprenda a fazer esse nó clicando aqui.

Mosquetão Oval

mosquetão oval

mosquetão oval

Nem preciso falar o porquê do nome… Geralmente esse modelo é utilizado como acessório, por exemplo: junto com talabartes duplos, trava-quedas e fechamento de peitorais de cintos para trabalhos em altura e resgate, blocos de polia, etc. Deve ser última opção quando é esperada grande carga sobre ele, ou seja, se você precisar montar uma ancoragem e tiver um D e um oval, use o D na ancoragem e o oval em você, já que seu peso será em média 80-100 kg e a ancoragem deverá suportar muito mais que isso, dependendo da atividade.

Agora, não vai dar uma de “mijão” e ficar com medo de usar mosquetões ovais né?! Conforme já comentado nesse post, nos modelos D e HMS a carga é dividida no eixo da espinha, conferindo a esses uma carga de ruptura maior; nos ovais essa carga é divida entre dois eixos, portanto é claro que para esses a carga de ruptura será menor, e nós como amantes da verticalidade com toda a sabedoria ancestral que a arte de se pendurar em cordas possui, devemos saber como extrair de cada equipamento o melhor que ele tem a oferecer, por isso perceba: blocos de polia, freios, talabartes, acessórios em geral ficam mais “simétricos” se montados em mosquetões ovais. Vamos agora a uma verdade eterna:

O importante é o posicionamento do mosquetão e fechamento correto de travas; cada um dos modelos mencionados podem substituir o outro, desde que sejam certificados e você conheça suas cargas de ruptura, incluindo os ovais.

Ou seja: o oval pode substituir o D e vice-versa se você não tiver mais opções; o HMS também, porém se for utilizar o Nó Dinâmico em um oval ou D tenha paciência, porque vai ser um pouco complicado dependendo da bitola da corda (fica muito apertado realizar o ajuste do nó).

 

E se um mosquetão for submetido a carga até romper????

 

O vídeo mostra bem o deslocamento entre nariz e gatilho; preste atenção e perceba que toda a carga fica concentrada na espinha e SEMPRE romperá (em condições normais e corretas de uso) nas curvas próximas a ela.

 

Para finalizar, algumas recomendações:

  • Alguns acreditam que derrubar um mosquetão de altura superior a 2 metros causa comprometimento permanente em sua estrutura devido a microfissuras e este deve ser jogado fora, porém alguns especialistas dizem que ele pode ser seguramente usado mesmo caindo de alturas superiores, desde que o fechamento do gatilho esteja normal e não tenha amassados e outros danos visíveis; o correto para ter certeza seria submeter o mosquetão a um teste específico de imagem em busca das tais fissuras, mas isso custaria mais caro que ele próprio! portanto, considerando que nossas preciosas vidas estarão penduradas nele e o preço médio de mosquetões básicos é de uns R$40.00, SEJA CONSERVADOR E TENHA BOM SENSO! se ele cair na grama e o gatilho estiver funcionando corretamente, OK! se ele cair em uma superfície rígida como concreto e apresentar algum sinal de amassado, TROQUE!… é preferível gastar uns trocados do que correr o risco;

 

  •  Após contato com sujeira pesada e água (para modelos em aço) uma boa limpeza será bem vinda; lave em água com detergente caseiro mesmo, seque bem, lubrifique a dobradiça e rosca com óleo Singer ou grafite em pó e lembre-se de bater um ar e secar bem para que a corda não tenha contato com o resíduo desses produtos;

 

  • Cuidado com produtos químicos! alguns corroem severamente mosquetões em alumínio ou aço;

 

  • Pare de ser mão de vaca e troque seus mosquetões quando apresentarem sinais avançados de desgaste, tais como: gatilho que abre e não volta (mola gasta), nariz e gatilho desalinhados (cuidado pois alguns modelos são assim de fábrica – consulte sempre o manual do fabricante), riscos e fissuras em baixo relevo, amassados (ainda que pequenos), ferrugem, zinabre, rosca espanada, etc; descarte esse material em local próprio para metais e DESTRUA TOTALMENTE impedindo que alguém o reutilize;

 

  • Guarde-os preferencialmente em uma bolsa pequena para não ficarem batendo em tudo e fazendo aquele barulho igual um sino de vaca por onde você passar;

 

  • Consulte outras fontes além desse blog para um estudo mais completo.

 

 

 

#forçaehonra

 

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Geison Matochi

Geison Matochi é profissional de salvamento, colunista do blog “Salvamento Brasil” e do canal “Geison Matochi” no Youtube, onde publica conteúdos técnicos para profissionais de resgate e salvamento, e vez ou outra alguma piadinha fútil. contatos: whatts +55 (15) 99143-0679 / gmatochi@gmail.com